
Estamos prestes a comemorar o Natal, época de alegria e paz. Isso para nós que estamos em um lugar abençoado e sem guerras. O Natal para muitas crianças no mundo será apenas mais um dia de trabalho, ou mais um dia de guerra, de fuga, de mortes. Hoje comprei um livro que recomendo a todos, "Muito longe de casa (Memórias de um menino soldado)", que é a história do autor Ishmael Beah, um sobrevivente das guerras internas da Serra Leoa. Ele foi um menino-soldado e sofreu muito com a guerra, ainda estou no começo do livro mas já virou uma das minhas obras favoritas. Isso me fez pensar de novo nesse mundinho que vivemos, onde o respeito está indo por água a baixo. Não pensamos em mais ninguém, só nas coisas, nos objetos, milhões de anos de evolução pra isso? Não adianta, nunca vou me acomodar com essa sociedade...

Hoje tembém tive notícias do meu pai, o que me deixou mais pra baixo. Ele é separado da minha mãe e eu achava que ele ainda tava na Amazônia, mas ele está em SP cuidando do caso daquele colombiano. Sabe, eu acho que essa é a minha maior dor, a rejeição. Ele não queria responsabilidades, não queria um filho. "Não nasci pra isso" e depois largou minha mão comigo bebê. Sempre quando eu vejo algum babaca que engravida uma menina e não quer assumir o filho eu sinto ódio, pessoas que sempre tiveram uma família e que nunca valorizaram isso. No livro o guri perde toda a família, eu não consigo imaginar isso, a dor que é ser sozinho.
De um lado existem pessoas tão imbecis nesse mundo, que só pensam em coisas inúteis, mas do outro existem os que realmente farão diferença, como você que está lendo isso. Alguém que pare pra pensar um pouco pode se considerar alguém. Quem sabe um dia tudo isso mude?
Hoje só consigo pensar nas crianças sem lar, no Natal triste que elas terão, na marginalização que sofrerão. Só consigo pensar nas guerras e nos porquês das guerras. Só consigo pensar que se quizermos ainda podemos acabar com isso. Como eu já disse aqui um tempão atrás, tudo começa de um sonho.
Bom, mudando de assunto a Pri me deixou mais um prêmio maravilhoso, e esse eu adorei! "Escritores da liberdade", obrigado pelo presente de natal Pri! Ah, ela vai passar um tempo longe dos blogs agora, vai fazer muita falta né?!

"Todos temos blogs pelo fato de gostarmos de escrever. Por prazer, profissionalismo, ou qualquer motivo pessoal. E a maioria gosta de escrever para liberar algum sentimento profundo, seja ele bom ou ruim. Escreve para se encontrar, para analisar a situação depois de algum tempo, ou naquela mesma hora, e também por essa paixão de pôr tudo no "papel". E estou chamando esses blogueiros de Escritores da própria liberdade. Escritores sim, mesmo que amadores, que escrevem suas emoções, que não guardam tudo para si. Que compartilham tudo com pessoas muitas vezes estranhas(entre as conhecidas)... Escritores que admiro muito, por vários motivos, que se destacam de um jeito único, para cada uma das pessoas que os conhecem. Blogueiros que publicam a sua liberdade de expressão.” (
Batom Cor-de-Rosa)
Ofereço esse prêmio à
Kari, ao
Jornal O Coletivo, à
Munique na eperança que ela volta ao blog, à
Fernanda e o ultimo quebrando as regras ofereço a você leitor, que pode não ser um escritor, mas tenho certeza que almeja a liberdade.
Um forte abraço.
:)