Despedidas


Ainda lembro muito bem do tempo em que tinha certeza de que meus amigos estariam ao meu lado todos os dias. Era ir pro colégio e apenas confirmá-la. Não havia o medo da perda, mas também os amigos não eram tão amigos, aliás na infância amigo é qualquer um que esteja no seu campo de vista sorrindo para você. Entretanto amadurecemos, veio a adolescência, criamos laços afetivos, mas despedidas ainda estavam fora de cogitação, 'ainda mais com a Internet' - dizíamos.

Meu primeiro baque foi uma mudança de colégio, daquele que vivi toda a minha vida pra um pré-vestibular, não houve despedidas, apenas aqueles 'vamos marcar de sair' de sempre. Era uma vida nova, a qual adorei e consegui conservar as amizades antigas e criar novas e verdadeiras.

Talvez tenha sido mesmo em 2007 que eu aprendi a dar valor aos meus amigos. Como era um cursinho, um aglomerado de pessoas de vários lugar, tive de dar alguns 'tchaus' doídos, como nunca haviam doido antes, como o da Nani.

Crescer dói as vezes. Hoje meu coração ficou sem mais um pedaço quando descobri que mais uma amiga está indo embora. Eu sempre soube que na faculdade (e na vida) nossos amigos seguem rumos diferentes, mas saber não é entender.

O importante é que faço -- ao menos tento -- infinitos os momentos com todos os que amo, assim como ensinou Vinicius.

Talvez esse seja o texto mais subjetivo e inútil que já escrevi aqui, mas tenho certeza que é um dos mais tristes para mim. A única palavra que combina com tudo é saudade.

Tefinha, boa sorte em Ribeirão. Se você não voltar me visitar, pode esperar que eu vou aí te ver!

- Uma música que marcou. Telegrama - Zeca Baleiro