Ainda lembro muito bem do tempo em que tinha certeza de que meus amigos estariam ao meu lado todos os dias. Era ir pro colégio e apenas confirmá-la. Não havia o medo da perda, mas também os amigos não eram tão amigos, aliás na infância amigo é qualquer um que esteja no seu campo de vista sorrindo para você. Entretanto amadurecemos, veio a adolescência, criamos laços afetivos, mas despedidas ainda estavam fora de cogitação, 'ainda mais com a Internet' - dizíamos.
Meu primeiro baque foi uma mudança de colégio, daquele que vivi toda a minha vida pra um pré-vestibular, não houve despedidas, apenas aqueles 'vamos marcar de sair' de sempre. Era uma vida nova, a qual adorei e consegui conservar as amizades antigas e criar novas e verdadeiras.
Talvez tenha sido mesmo em 2007 que eu aprendi a dar valor aos meus amigos. Como era um cursinho, um aglomerado de pessoas de vários lugar, tive de dar alguns 'tchaus' doídos, como nunca haviam doido antes, como o da Nani.
Crescer dói as vezes. Hoje meu coração ficou sem mais um pedaço quando descobri que mais uma amiga está indo embora. Eu sempre soube que na faculdade (e na vida) nossos amigos seguem rumos diferentes, mas saber não é entender.
O importante é que faço -- ao menos tento -- infinitos os momentos com todos os que amo, assim como ensinou Vinicius.
Talvez esse seja o texto mais subjetivo e inútil que já escrevi aqui, mas tenho certeza que é um dos mais tristes para mim. A única palavra que combina com tudo é saudade.
Tefinha, boa sorte em Ribeirão. Se você não voltar me visitar, pode esperar que eu vou aí te ver!
- Uma música que marcou. Telegrama - Zeca Baleiro

2 cabeças pensantes:
HuHu, eu sentirei muito a tua falta. Você em 2007 foi de extrema importância, e até hoje o carinho que sinto por você só cresce e crescerá muito mais, mesmo eu indo pra longe. E quando eu voltar no veremos =)
E claro, amarei uma visitar tua. Vá mesmo. Eu amo você Huhu.
Beijao.
Obrigada pela exclusividade.
Hugo!
Primeiramente, eu sei que vc deve estar muito chateado pelo meu sumiço do blog, acredite eu estou chateada comigo mesmo...e estou com vontade de voltar a me dedicar a escrever...
A separação do samigos é algo que dói, não é mesmo? Terceiro ano foi a fase mais difícil para mim por aocnta disso...cada um tomou seu rumo, até hoje fica aquela vontade de se reencontrar mas ninguém tem tempo, uns trabalham, outros estudam, outros estudam e trabalham, e a gnete vai empurrando com a barriga...
Dois anos já se passaram e sinto falta de muita coisa da época de colégio, principalmente deles, meus amigos, minha segunda família...
Tenho uma amiga que conheço desde a 4ªsérie, sempre que trocávamos de escola trocávamos juntas e ela sempre foi aquela pessoa com quem sempre pude contar e dizer tudo...mas desde que cada uma seguiu seu rumo acadêmico que n consigo entrar em contato com ela de nenhuma forma, às vezes damos sorte e nos esbarramos, mas não é a mesma coisa, e vc se sente vazio..
Bem, boa sorte aí nessa sua nova fase! Lindo texto!
Bjos.
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