meus dedos navegam tuas curvas
enquanto meu coração se aquece
no esquecimento,
encaro-te.
e no mais fundo grau de tuas lentes
enxergo-me
esparramado
noutra noite que minha mãe chora
teus olhos, os dela e os dele
todos me perguntam
afirmativas retóricas,
por que há de existir amor?
por saber da irrealidade romântica
transvisto-me poeta
e engulo tua baba
na simples esperança
de ter o intangível
sorvo seis mil poesias
com teu vinho barato
e ao alvorecer
vomito mais de
seis mil lágrimas
me pergunto por onde andarão
elas e eles
que algum dia
ao meu lado estiveram
me pergunto tanto...
e enquanto meu rosto se lava no espelho
só há uma verdade a ser dita:
la solitude n'est que moi au miroir
piso em minha sombra
enquanto me esforço em te esquecer
dois minutos após
teu beijo de despedida
"onde estavas", perguntam-me olhos cansados
de mentiras,
olhos que negam a verdade.
"fui ao parque, maria"
e assim borras tua face-maquiagem
tão magistralmente quanto quando
te borrava de porra.
sigo a escalar minha sombra
cada vez mais longa
ao aproximar do fim
do dia
procuro em minha agenda um número
qualquer,
mesmo que seja repetido
pois não há alimento maior à solidão
que dormir com um corpo
esquecido.
-
Ótimo Hugo!
ResponderExcluirCada dia melhores e mais sinceros esses poemas
Abraço
Uou, muito bom, Hugo!
ResponderExcluirto conseguindo entender cada vez mais!
uidhusihudsa
:i
:**
Ótimo? Sério?
ResponderExcluirOs poemas estão iguais, a única mudança é o nível de homosexualidade. Esse, está transbordando nesse blog.
haahuahuhhaha, valeu yuri! :)
ResponderExcluirMuito bom mesmo! Cada vez mais transparente e verdadeiro em simbologias não tão simbólicas...
ResponderExcluir#curti
um pouco de bukowski não faz mal xD
ResponderExcluirBom em companheiro!
ResponderExcluirMuito bom mesmo!
Pega as lentes, elas serão uteis!
É, camarada.
ResponderExcluirSensacional.
No matter what happens now
ResponderExcluirI won't be afraid
Because I know today has been
The most perfect day I've ever seen #Radiohead