A busca de um sentido sempre me foi pautada num preenchimento impossível do Vazio absoluto. Percebo pelas manchas no céu que amanhã chove. Faz três horas que habito uma tela: minha olheiras cansadas, meus cigarros auto-reprodutores, meu peso infinito no verbo "observar". Em tela vidas que não viverei, conversas que não lembrarei, mentiras que não inventei. Calço pés e vou à porta: irredutível sensação de ciclo circula minha mente confusa. Não espero mais nada. Há um mar de infelicidade nos livros que leio, nos filmes que assisto, nas músicas que ouço. Espero que o espaço se esfarele. Mas nada acontece agora.