até que o sumo silêncio que sonda-
te vida, suave seja ao rouco sopro
de minha surrada carniça
conservarei meu coração a lua e fel
até que o mel - lindo lambuso de
louça - lamba-me a boca-oca
da pouca saliva monolíngua
conservarei meu coração a óleo e pão
até que o não que me corrói a mão,
o senão, o tão e o vão, obrigue-
me são, sem somos, sem sou
conservarei meu coração
além da vida, da crina, do chicote
do capote, da ruína, da decaída além
de conservar minha cor ação minha
conservarei-te também
a sol e fel
a óleo e lua
a sal e pão
conservarei-te como filha, como ilha
como nada, como cada
gota de lágrima
jorrada
conservarei meu coração a sim
e assim, sincero, solene, solitário
hei de soar como o poeta-sentido
que mais te amou por teres vivido
aqui tem mais silêncio pra dizer que eu gostei das tuas palavras, hugo!
ResponderExcluirÓtimo.
ResponderExcluirNossa velho! Sensacional!!!!
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