espero sinceramente que um dia eu volte a te reconhecer


mais um gênio louco
e pouco sobra ao vigésimo
primeiro século de christ
ianismo mesmo que exaltem
tecnofóbicos xenófobos 
homos: o humus em
falta às (de)mentes in
férteis, why? Christ
grita o gênio e o
irmão cego e o primo ao
vento cai, decai, vai
ao chão, ao solo in-fértil
sem técnica, sem poema
sem gênio, aos remédios
ao Remédio, à verdade:
a saudade do pó do chão
que a queda (e lucifer)
deu-te –asfalto– e
falta e falto e
assim não-somos
pois nunca houve gênios
além de marx e deus
teu bom tótem, meu amor 
roubado
meu amigo morto
queria te escrever como
eliot, pound, cummings quem sabe
ou ao menos um epitáfio
que te agradasse.

até mais

me-ter

te existir aqui
tão firme em minha pele fosca
obsta toda antítese frouxa
de sou-me (em) ter-te