Um idoso

– (H)aja tempo, disse-me o velho.

Sentado num banco de pedra: a boca cheia de pó tossia em espiral um tempo-estético estático na juventude-mercadoria. Calei meus gestos, meu fascínio manso num estrábico (desa)ponto: hei de morrer jovem? Aja C(h)ronus. Sê tempo, come teus filhos, tuas criações, e te esconde no efemero. 

O sol se pôs e continuamos a esperar a valoração da História. O velho, eu.