el sur le
o   ü   o
el sur le
é   ä   é
sur le sur
o ü B arg!
le el le elle
sur le sure
le elle l'il
ill île í é
sur le sur
dô sœl dó
el mel tel
sur quel
el sue U
elle sur le
sur le sur
ó    u    ó

sucré
sur
crê
lel


imensidão artesã


à mari t.


a ética do cansaço
perfura em dentes
cálcio artesanais
mãos de samurai

por quanto tanto
questionas, pedras
inflamarão tuas
costas beira-quedas

o amargo enquanto
ressoa (dia sobre 
dia) o doce afiar da 
lâmina sem pares

decapitarás ares e
sabes: deuses cairão
a tua ideogrâmica   
katana materialista

até lá, constróis na
efêmera juventude
tua armadura de
fome frio falta

o coração preso
à carne contudo
é força sem medo
sem descanso é

sabes que apenas
te vêem armadura
te julgam arma 
dura, te bastam

poucos vivem
o barro moldável
de um coração
revolucionário

sem pranto sorris 
ao piano: um dia
música será meu
ofício e ninguém

sofrerá por fome
de espada ou terá
de sorver lamentos
em presídio-vida!

na firme crença de 
nova universalidade 
te esculpes 
em armadura de jade