Enquanto me

Mói tua carne em mim. Desajustado o regime virandeano, cacei vagalumes na urbe intacta. Iniciei a cabalística com congelados e cancerígenos pluritristonhos, escolhas vagas da máquina que me agia. O céu era preto e dele nada se extraia, podia mirar qualquer borda do infinito que não saberia uma pergunta suficiente. Resgatei os pensamentos milionários em cada mordida vertida em centavos de convulsão intestinal. Não havia muitas opções no limbo do ter o suficiente para escapar ao não-ter. Confesso minha cretinice suprema: sonhava-me um marxista de ouro maciço. Tanta futilidade se abriria a minha frente, pensava, que seria suficiente para apagar a inquietação do esgoto que exalava nossas narinas sehr close ao chão. A fim de me penalizar pelo hedonismo moralista consumi meus pensamentos em vórtice slowmotion. Janelas pisado tanto, cruzei rodeios empilhados no pós. O vazio do meio, talvez seja isso: o vazio do meio. Não o glamour da transição, mas a falta do que não é o bastante para engordar um elefante imaginário. 

Àquela noite rendi-me à montaria dos devaneios anti-História. Penei mas ruas, calçado tanto ali por lá subtraído. Tratei apenas de subtrair a subobjetividade da pretensão. Zanzei cães qual pastoril gênesis pagã, domesticado às avessas. Eros malthusiano, estirpe híbrida de espelhos, caí-me. Numa sensorial onomatepopéia restringi os convites à aliciação. Disse-te e tudo fosco, calejado diálogo em vívidos olhos. Sombrios os fantasmas encapuzados na ronda do quarteirão. Cisquei borracha tijolando-me noutro stop. Balbuciar um trop seul em meio a pouco, missão regenerada do minuto consequente. Das cascas retorcidas os penseiros pescolhidos. Em quinze velocidades curupirou ao meio da noite pinhal. Deitei a mão no invisível.